Wednesday, December 27, 2006

Perdidos de mapa na mão (ou não nasci para ficar em pé)

Lembra-se da música “Para não dizer que não falei das flores”?, tinha aquela parte “... quase todos perdidos de armas na mão”, pois foi o que aconteceu conosco. Emília toda animadinha convenceu-me a caminhar até a Recoleta, o bairro artístico de Buenos Aires. Lá tem um Centro Cultural, o museu Nacional de Belas Artes, a Biblioteca Nacional ... já havíamos estudado a região o que foi muito facilitado pelo governo argentino para o qual tiro o chapéu. O site da cidade é fantástico, o turista é tratado à pão de ló. Baixei um guia de Bs As (bacana o jeito como eles abreviam Buenos Aires!) escrito em português e depois baixei uns 10 arquivinhos mp3 com vozes de pessoas importantes da cultura Portenha (chamam-se Portenhos pois a cidade é um porto de entrada para o país) nos apresentando os principais pontos de interesse da Recoleta. Depois de caminharmos mais de uma hora, sempre consultando o mapa para ver se estava tudo correto dobramos a derradeira esquina, que nos separava do Centro Cultura. E néca de pitibiriba de Centro Cultura. Incrédulos olhamos no mapa e antes que pudéssemos atinar onde estávamos um gentil cavalheiro veio nos socorrer. Disse com tranqüilidade que estávamos a 20 quadras de onde pensávamos estar. Mas como? Enfim, descobrimos que há duas avenidas com o mesmo sobrenome Alvear e que ambas são mais ou menos paralelas mas vão se afastando. E nós estávamos na errada é claro. Nada que um táxi não resolvesse em 15 minutos.

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